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COMUNICADO - ENCERRAMENTO DA ESCOLA DE CASAL NOVO

por apeeaedlv, em 30.06.17

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É como enorme pesar que comunicamos que perdemos mais uma escola !

Infelizmente face à prespectiva há muito previsível da redução do número alunos, sem que lamentavelmente tenham sido delineadas estratégias ou implementadas medidas descriminatórias positivas, a Câmara Municipal da Lourinhã em concertação com a Direcção do Agrupamento e a União de freguesias de Lourinhã e Atalaia, decidiu encerrar a Escola de Casal Novo.

Lamentamos que a Associação de Pais não tenha sido previamente auscultada ou alertada, para que à semelhança do ocorrido em anos e situações transactas, pudesse ter tido a oportunidade para junto da comunidade escolar promover a matrícula dos cerca de apenas 5/6 alunos, que permitiriam a continuidade de funcionamento deste excelente e recente (2006) equipamento.

Com o encerramento da Eb1/JI  os alunos de Casal Novo serão encaminhados para a quase lotada Eb1 da Lourinhã.

A aldeia de Casal Novo perde lamentavelmente a sua escola (que será usada para colónias de férias) e o Agrupamento e a rede escolar do concelho perdem um dos seus melhores equipamentos.

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publicado às 15:25

COMUNICADO AEC

por apeeaedlv, em 29.06.17

Actividades de Enriquecimento Curricular

(AEC)

 

Conforme foi expressamente assumido a Associação de Pais assumiu no ano lectivo 2016/2017 a promoção das AEC´S porque 1) valoriza a sua importância no desenvolvimento dos educandos e consequentemente para o sucesso escolar; 2) pretendeu colmatar e suprir os fortes constrangimentos do Agrupamento na contratação e substituição de docentes, e simultaneamente quis 3) contribuir activamente para a implementação de um Programa e Planificação de AEC´s diferenciado e ajustado ao projecto educativo e identidade própria do Agrupamento, apto a incentivar a que as crianças desenvolvam um trabalho educativo, sob a orientação de profissionais especializados.

Em reunião de direcção com a entidade parceira Tempos Brilhantes, o balanço do primeiro ano foi positivo, tendo contudo se destacado as seguintes fragilidades:

 

HORÁRIOS DAS ACTIVIDADES -  cfr preconizado todas as Aec´s  tiveram lugar, após a actividade lectiva, não interferindo, assim, no funcionamento dessa actividade.

Contudo a ausência total de flexibilização, comprometeu a estabilidade e a permanência dos professores das AEC, atendendo aos horários reduzidos que lhes foram apresentados e estavam disponíveis, o que constitui um obstáculo à plena e satisfatória implementação das AEC sobretudo para os alunos, e pouco satisfatórios para as suas famílias, quando associados à inexistência da Componente de Apoio à Família.

CONSTITUIÇÃO DE TURMAS - as situações problemáticas continuaram a centrar-se nos casos em que há junção dos alunos de diferentes turmas. Em contextos rurais, sobretudo, nos casos em que se juntaram alunos de vários anos de escolaridade e de faixas etárias distintas, na mesma turma, os inconvenientes (de desenvolvimento de projecto e impossibilidade da oferta de inglês) foram devidamente identificados e assinalados.

MOBILIZAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS - No que aos professores diz respeito, verificaram-se excessivos e contínuos processos de mobilidade decorrentes de mudanças para outras entidades por questões relacionadas com horários, remunerações ou colocação por concurso através das designadas colocações cíclicas.

De registar que apesar de terem sido contemplados mecanismos de substituição dos professores das AEC, a rotatividade dos professores comprometeu a planificação e colidiu com os interesses dos alunos.

 

Assim, considerando a necessidade contínua de melhoria do projecto global e cimentação de metodologias e conteúdos de elevada qualidade, que permitissem às AEC enquanto componentes do projecto educativo e curricular das escolas e do Agrupamento, contribuir de forma integral, inovadora e lúdica para o desenvolvimento de competências essenciais pelos alunos, através de experiências de aprendizagens enriquecedoras, a Associação de Pais definiu um conjunto de PRESSUPOSTOS PARA A SUA PROMOÇÃO, designadamente: 

a) a continuidade e aprofundamento da articulação horizontal (com o professor titular de turma), e vertical (com os departamentos curriculares de áreas afins dos 2.º e 3.º ciclos) das actividades de enriquecimento curricular com as actividades curriculares de carácter obrigatório;

b) da eventual flexibilização (mínima e reduzida) dos horários (apenas num único dia na ponta do horário, reservando-se obrigatoriamente um dia de semana sem qualquer flexibilização em todas as escolas do Agrupamento) ou alternativamente e preferencialmente a possibilidade de a Associação de Pais promover e dinamizar outras componentes (e.g. CAF e AAAF) por forma a incrementar a remuneração e estabilidade dos docentes e técnicos;

c) da continuidade de aposta numa metodologia de projeto, com conteúdos e atividades inovadoras com uma forte componente lúdica e de promoção da autonomia, em que a formação e acompanhamento dos professores seria sua condição imprescindível.

Nestes termos, a Associação de Pais redefiniu as ofertas com o intuito de proporcionar a todos os alunos as mesmas experiências de aprendizagem e desenvolvimento pessoal, apostando numa metodologia de projecto, num ambiente alegre e divertido, em que o estímulo da autonomia, civismo e talento de cada aluno, envolvendo continuadamente a família e a comunidade local, seriam os seus objectivos essenciais.

Com base nestes termos e pressupostos de promoção, a Associação de Pais voltando a eleger a Associação Tempos Brilhantes com entidade parceira, apresentou à direcção do Agrupamento, no dia 8 de maio de 2017, uma proposta em que se destaca os seguintes moldes:

 

A) Estabelecimentos envolvidos

Todos os estabelecimentos de 1.º CEB do Agrupamento;

 

B) OFERTAS

EDUC'ARTE - Expressão Musical, Dramática e Artes Performativas

Projeto de educação pela e para a Arte em que a Música, o Teatro e o Cinema são elementos aglutinadores de um conjunto de outras expressões artísticas (Pintura, Dança, Literatura, Fotografia, Artes Visuais, Arte Circense, Escultura, Arquitetura).

NUTRISER - Nutrição e Atividades Físico-Motoras

Projeto educativo multi-disciplinar integrado, entre as atividades físicas e a nutrição, recorrendo a várias abordagens pedagógicas: Yoga, Mandalas, Nutrição, Dinâmicas temáticas e Atividades ao Ar Livre, entre outras.

CIÊNCIAS E EXPERIÊNCIAS - Ensino de Ciências Experimentais

Projecto educativo em que são explorados os vários tipos de Ciências Experimentais: Física, Química, Biologia, Geologia, Ecologia e Palentologia.

 

C) Planificação

ACTIVIDADES

1º E 2 º ANOS

3º E 4º ANOS2

NUTRISER

2 TEMPOS

2 TEMPO

EDUC´ARTE

2 TEMPOS

2 TEMPO

CIÊNCIAS E EXPERIÊNCIAS1

1 TEMPO

1 TEMPO

Notas:

1 PRESPECTIVA de implementar oficinas de paleontologia, fomentado sinergias com a comunidade local, nomeadamente com o Museu da Lourinhã e DinoParque

2 Relativamente ao 3º e 4º ano a oferta de 5 tempos, encontrar-se-ia dependente da informação/confirmação por parte do Ministério da Educação de verbas consideradas para o respectivo financiamento. Em caso negativo manter-se-ia a oferta de 5 tempos, sendo equacionado a possibilidade de flexibilização.

 

D) Horário de cada actividade

Todas as actividades de enriquecimento curricular teriam o seguinte horário preferencial em cada uma das escolas: das 16h30 às 17h30

 

E) Informações e compromissos

  • Todos os alunos matriculados no 1º ciclo estariam automaticamente inscritos nas AEC, que são gratuitas com compromisso de frequência até ao final do ano lectivo nos termos da legislação em vigor. A não frequência das AEC (facultativas) deveria ser manifestada no momento da matrícula e posteriormente em situações de transferência de Agrupamento ou outras devidamente fundamentadas, nos termos da lei.
  • O Agrupamento deveria procurar ajustar o horário da religião moral, de forma a não coincidir com os horários das AEC.
  • As AEC desenvolver-se-iam de acordo com os objectivos definidos no Projecto Educativo do Agrupamento e constariam do Plano Anual de Actividades. Estas actividades seriam implementadas de acordo com as Orientações Programáticas para cada uma, divulgadas no site do Ministério da Educação, ou, na ausência destas orientações, o Currículo Nacional do Ensino Básico.

Ora, a referida proposta teve um parecer desfavorável do Conselho pedagógico, que considerou, entre outras, que na AEC Ciências e Experiências e a na AEC Nutriser todas as actividades “estão englobadas na componente curricular respectiva e são da exclusiva e obrigatória responsabilidade dos professores titulares de turma” Considerando assim que deviam “ser escolhidas outras actividades e outras estratégias” recomendando ainda “que sejam organizados espaços e actividades de escolha livre (…) enquadradas, obrigatoriamente por animadores/professores devidamente habilitados para tal.”

Em relação ao pressuposto de flexibilização indicado pela Associação de Pais, como sendo de equacionar à melhoria da qualidade do projecto, o Conselho Pedagógico, deliberou igualmente dar um parecer desfavorável.

Assim, em reunião do Conselho Geral onde a proposta e parecer foram apreciados, a Associação de Pais, após auscultação prévia dos representantes de turma do Agrupamento, entendeu não conformar a sua proposta com as recomendações preconizadas pelo Conselho Pedagógico (e supra citadas) nem transigir nos pressupostos para si essenciais para que pudesse continuar a ser promotora e pudesse continuar a desenvolver um projecto de AEC com as finalidades e objectivos a que se propôs, designadamente:

  • Ofertas na área: Nutrição e Educação física - Expressão Musical, Dramática e Artes Performativas e Ciências experimentais e divertidas
  • Possibilidade de Flexibilização (apenas num dia por semana, na ponta de horário lectivo ou hora de almoço)

Já que a metodologia de projecto com aposta em conteúdos e atividades inovadoras com uma forte componente lúdica e de promoção da autonomia das crianças, que a AP está interessada em promover, depende da existência, manutenção e valorização de um corpo docente estável com formação e acompanhamento adequado, que nas condições e circunstâncias existentes não é crível nem viável que possa suceder.

Nestes termos a proposta foi submetida a votação e rejeitada por maioria, pelo que a Associação de Pais não será a entidade promotora das AEC no próximo ano lectivo, em que esperamos que as soluções futuras tenham em conta a necessária qualidade de educação e igualdade de oportunidades que os alunos merecem e os interesses e expectativas das suas famílias.

 

P´ASSOCIAÇÃO DE PAIS

 

Mafalda de Taborda Lourenço

(Presidente da Direcção)

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publicado às 23:26

Quer dar uma mão aos nossos BOMBEIROS ?

por apeeaedlv, em 21.06.17

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Ser sócio dos Bombeiros Voluntários da Lourinhã é um acto da sua escolha e livre vontade.

 

Ser sócio dos Bombeiros Voluntários da Lourinhã é agir e participar na nossa comunidade.

 

Ser sócio dos Bombeiros Voluntários da Lourinhã é um acto generoso, útil e solidário.

 

Ser sócio dos Bombeiros Voluntários da Lourinhã é contribuir para a nossa segurança, para a segurança das nossas famílias e de toda a Lourinhã.

 

Ser sócio dos Bombeiros Voluntários da Lourinhã é ajudar os NOSSOS BOMBEIROS a dotarem-se de mais e melhores meios para uma eficaz prestação de socorro a pessoas e bens.

 

Ser sócio dos Bombeiros Voluntários da Lourinhã é ajudar o ano inteiro!

 um euro por mês !

 

-- Faça o download e preencha a Proposta Associado BVLourinha.pdf

-- Efectue o pagamento de 12€ para a conta da Assoc.Humanitária BVL com o IBAN

     PT50 0010 0000 48143200001 59 (BPI)

-- Faça chegar ao Quartel a proposta e comprovativo de pagamento para secretaria@bvlourinha.com

     por correio para Rua Vale de Geões nº 115 Apartado 141 EC LNH 2530-888 Lourinhã) ou em mão.

 

Uma sugestão ...

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publicado às 23:32

REUNIÃO DE REPRESENTANTES DE TURMA - 9 JUNHO 2017

por apeeaedlv, em 30.05.17

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A última reunião de representantes do presente ano lectivo foi re-agendada para o próximo dia 9 de junho, sexta-feira, pelas 21h00 na escola-sede na Lourinhã.

 

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publicado às 15:38

Visita de estudo à Escola da Ponte

por apeeaedlv, em 28.04.17

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Caros Associados e Encarregados de Educação,

Conforme anunciámos publicamente ontem dia 27 de Abril, tivemos a oportunidade de visitar a Escola da Ponte, integrando uma comitiva constituída por Vereadores, elementos da Coordenação de Educação da Câmara Municipal, Conselho Municipal de Educação, representante das Juntas de freguesia, direcções do Agrupamentos de Escolas, docentes, auxiliares de educação, representantes das Associações de Pais e Encarregados de Educação.

Uma iniciativa que foi acolhida e operacionalizada em parceria com o Munícipio, a quem agradecemos a imediata disponibilidade e proactividade.

 

Assim, com o objectivo de conhecer in loco a Escola Pública,  que muitos apelidam de "Conto de Fadas", embarcamos na viagem e percorridos muitas centenas de kilómetros descobrimos na recondida localidade de Negrelos (Santo Tirso) uma história diferente com um desfecho surpreendente: A escola impossível afinal existe e funciona !

Fomos recebidos pelos alunos (afinal é escola é deles), que conduziram a visita do princípio ao fim, foram eles que nos mostraram os espaços e explicaram como tudo funciona.

Não há turmas, anos ou ciclos nem aulas expositivas, "furos" ou testes de avaliação. A escola organiza-se em Núcleos de Projeto (Iniciação, Consolidação e Aprofundamento) e todos os alunos são tutoriados nas suas aprendizagens e coadjuvados pela presença de dois professores na sala, com respeito pela sua individualidade e autonomia.

Constatámos também que a democraticidade, a promoção da autonomia e da consciência cívica dos alunos, é conseguida através do seu envolvimento activo no processo de aprendizagem (é o aluno que define o seu plano quinzenal e diário de estudo e regista no dispositivo JÁ SEI que está preparado para ser avaliado).

A responsabilidade de gestão da escola também cabe aos alunos. Todos tem um papel a desempenhar e assumem tarefas, tanto na tomada de decisões (Assembleia de Escola semanal à sexta-feira), como na organização das actividades, evidenciando-se que são os alunos que cuidam e fazem a gestão de todos os materiais (que são partilhados e valorizados por todos) e dos conflitos e problemas entre pares (os cacifos não têm cadeados e os problemas são resolvidos pela Comissão de Ajuda constituída por alunos)

O espírito de camaradagem, interajuda e co-responsabilização e o estreito envolvimento dos pais na escola são particulariedades que se destacam e que tivemos oportunidade de observar.

Os pais e restante comunidade educativa fazem parte do Conselho de Direção da escola (actualmente presidido por um encarregado de educação) e o Conselho de Pais/Encarregados de Educação é a fonte principal de legitimação do Projeto e o órgão de apelo para a resolução dos problemas que não encontrem solução nos demais patamares de decisão da Escola.

Os pais participam nos órgãos de gestão, nas decisões e nas Assembleias de Escola e quinzenalmente subscrevem o plano de aprendizagem dos seus educandos, o que para a coordenadora com quem tivemos oportunidade de falar no final da visita é um dos pontos fortes e diferenciadores do projecto e que impulsiona os sucessos alcançados e a continuidade do mesmo.

 

Sem prejuízo de com os demais intervenientes fazermos o balanço da visita, retirando expectavelmente ilações práticas, apresentando e recolhendo propostas, podemos desde já afirmar que o exemplo da Escola da Ponte demonstra que é possível concretizar a mudança de paradigma da educação na escola pública, onde o respeito pelos interesses dos alunos, a promoção da sua autonomia e cidadania e a participação dos pais seja a pedra de toque fundamental.

Em jeito de conclusão constatamos nesta visita de estudo que não há impossíveis e quando se quer arranja-se forma.

Continuaremos como sempre empenhados e disponíveis para participar activamente na escola, valorizando o papel e a motivação dos professores e demais parceiros da comunidade educativa na promoção e melhoria das aprendizagens dos nossos educandos.

 

Mafalda de Taborda Lourenço

Presidente da Direcção

Assoc. Pais Agrup. Escolas D.Lourenço Vicente

 

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publicado às 11:45

VISITA À ESCOLA DA PONTE

por apeeaedlv, em 20.04.17

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Inserido no Ciclo de Encontros de Educação da Lourinhã, realizou-se no passado dia 10 de março mais um encontro promovido pelas Associações de Pais, desta feita dedidado à ESCOLA DA PONTE (escola pública existente desde 1976), onde tivemos a visita dos Professores Filipe Correia e Alexandra Ferreira, que nos deram a conhecer o modelo e práticas educativas diferenciadas com que trabalham no seu dia-a-dia, esclarecendo dúvidas e animando o debate no Auditório Dr.Afonso Rodrigues Pereira que se encheu de encarregados de educação e muito professores.

Assim foi com naturalidade que desafiámos o Município da Lourinhã e os dois Agrupamentos de Escolas para uma visita in loco à Escola da Ponte, afim de permitir uma melhor consciencialização sobre uma realidade educativa que vem dando provas da sua qualidade na abordagem educativa que propõe, e nos resultados na educação que desenvolve.

Proposta esta, que foi de imediato aceite, estando a visita (com uma comitiva constituída por professores, pais, auxiliares de acção educativa e autarcas) agendada para o próximo dia 27 de abril.

Uma oportunidade para aprendermos com outras experiências e juntos construirmos pontes.

 

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Sobre a ESCOLA DA PONTE:

A Escola da Ponte é uma escola pública que, desde 1976, tem vindo a procurar um sentido próprio na qualidade de educação que promove. Enquadrada num paradigma de racionalidade emancipatório foi, ao longo dos anos, desenvolvendo referenciais organizacionais, pedagógicos e metodológicos, construídos numa cultura reflexiva que instituiu internamente e que fundamentou e fundamenta, a sua autonomia.

Abrangendo o pré-escolar e os 1º, 2º e 3º ciclos, a Escola da Ponte apresenta-se com práticas educativas que se afastam do modelo tradicional. Está organizada segundo uma lógica de projeto e de equipa, estruturando-se a partir das interações entre os seus membros. Devido à sua especificidade, esta escola (com espaços polivalentes, sem salas de aula convencionais) é procurada por diversas famílias dos concelhos limítrofes, de outras regiões do país e até mesmo de outros países.

O Projeto Fazer a Ponte defende, desde sempre, a promoção da autonomia e da consciência cívica dos alunos, privilegiando o seu progressivo envolvimento nas tarefas e na responsabilidade de gestão da escola. O estreito envolvimento da comunidade educativa na tomada de decisões, nomeadamente, na organização da escola e nos processos de aprendizagem, reforça a ideia de que a democraticidade e o respeito pelos interesses dos alunos sobre os demais intervenientes da ação educativa são princípios fulcrais deste projeto.

Sustentado nestes princípios, o modelo organizacional praticado diverge substancialmente do modelo convencional de escola pública.

As dinâmicas organizacionais processam-se de forma muito particular e divergem da convencional organização em turmas, anos e ciclos. Mediante o  quadro conceptual de referência, a escola organiza-se em Núcleos de Projeto que são estruturas organizacionais de coordenação pedagógica intermédia. A mobilidade dos alunos entre os diferentes Núcleos é regulada por um Perfil de Transição, definido nos termos do Projeto Educativo. Existem, ainda, outras estruturas educativas: Dimensões Curriculares: Tutoria, Responsabilidades e Assembleia de Escola que operacionalizam este Projeto Educativo.

Desde 1976 que o Projeto Fazer a Ponte vem sendo desenvolvido numa lógica de progressiva autonomia, antecipando, por um lado, inovações curriculares e pedagógicas que a administração educativa acaba, mais tarde, por acolher e, em parte, tentar generalizar ao todo nacional – de que são bons exemplos, entre outros, o Decreto-Lei 139/2012 de 5 de julho, que aprovou a Organização Curricular do Ensino Básico; o Despacho Normativo n.º7/2013 de 11 de junho, que garante aos alunos do Ensino Básico o aproveitamento pleno dos tempos decorrentes de ausência imprevista do respetivo docente, onde a Escola da Ponte vai, aliás, mais longe, garantindo que todos os alunos cumprem o mesmo horário e estão utilmente ocupados, enquanto decorrem as atividades curriculares propriamente ditas, não havendo “horas mortas”, nem “furos”; o Despacho 8683/2011, que regula as atividades de enriquecimento curricular e o Decreto-Lei n.º132/2012 de 27 de junho, que aprovou novas regras para a contratação de docentes por parte das escolas e dando origem, por outro, a um modelo de organização de escola que, em muitos aspetos, diverge do modelo prevalecente de escola pública estatal. É também de salientar que, para além das inovações acima mencionadas, depois de realizada a avaliação externa de 2003 (a primeira alguma vez feita a uma escola pública portuguesa) foi celebrado o primeiro Contrato de Autonomia com uma escola do sistema público.

Apesar do reconhecimento público, expresso das mais variadas formas, ao longo de mais de um quarto de século, da qualidade do Projeto Educativo e da coerência das práticas que dele decorrem, a administração educativa só em 2004 procurou estabilizar a situação desta escola, reconhecendo-lhe formalmente um estatuto que delimitou as fronteiras da autonomia que se reivindicava, as quais, na prática, já vinha assumindo e que, em diversos aspetos, estavam muito para além das que o próprio Decreto-Lei n.º 115-A/1998 consagrava.

O reconhecimento desse estatuto implicou, como condição prévia, a realização de uma Avaliação Externa da Escola que claramente habilitasse a administração a formular um juízo sobre a pertinência de celebração com a escola de um Contrato de Autonomia que respeitasse, acolhesse e até aprofundasse a autonomia que, na prática, esta escola há muito vinha a defender, assumindo e desenvolvendo, na esteira, de resto, do regime consagrado no Decreto-Lei n.º43/1989, de 3 de fevereiro.

Ao longo de mais de trinta anos, a Escola da Ponte tem desenvolvido através do seu Projeto Educativo uma experiência pedagógica ímpar e tem vindo a transformar-se num local de visita e de formação, não só por profissionais da educação, mas também pela comunicação social e público em geral.

Assim, esta escola tem recebido inúmeros visitantes e têm sido realizadas várias teses de mestrado e doutoramento, artigos, investigações, livros e reportagens em toda a comunicação social. Por outro lado, a Escola tem participado em inúmeros Encontros, Conferências e Palestras. A participação em experiências de formação tem-se materializado de forma presencial (através das visitas realizadas à escola) e em formação on-line. A par de tudo isto são inúmeros os estágios de observação realizados, através dos protocolos estabelecidos com instituições de ensino superior que se dedicam à formação de professores, rentabilizando-se assim esforços mútuos para a iniciação e para o desenvolvimento da profissão docente.

in www.escoladaponte.pt/

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publicado às 14:10


Associação Pais do Agrupamento de Escolas D. Lourenço Vicente

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COMUNICADO AEC - ACTIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR


Bombeiros por 5 dias - Edição 2017



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